
Os dias passam, espero a noite para me adormecer. Não sei sentir, e no escuro parece mais fácil chorar. Tropeço no que não consigo anestesiar e magoo-me porque teimo em não esquecer.
As lágrimas, aquelas gotinhas pequeninas, de sabor único, caem no peito já dorido. Parece que afogam as palavras; Já não falam mais alto, já não se soltam só porque sim, nem, tão pouco, quando já se apertam para caber todas no silêncio.
Respirar fundo é um exercício de esforço. o coração nunca fica confortável. Ora o ar o parece expulsar e rebentar em mil pedaços, ora o abandona e o deixa sem amortecedor para quedas.
A alma balança nos vértices de um triângulo quase redondo, algo semelhante a um mundo com pontas soltas. Recorda os tempos em que pensar e sentir era equilíbrio possível, pensa que sentir dói e sente que pensar sem razão é insulto à lógica de ser feliz .